Já venho tentando escrever sobre isso há algum tempo, as coisas caminham de uma forma contraditória em minha mente, porém acredito que conseguirei expor um pequeno ponto de vista.
É exatamente isso, não somos sinceros principalmente em nossa vida afetiva.
O nosso problema é que na maioria das vezes falamos ao próximo com uma convicção que somos sinceros que até nós mesmos acreditamos na "verdade" ou "sinceridade" dita.
É bonito dizer a frase "eu sou sincero". Ela é uma das qualidades mais lindas que um ser humano pode ter. Porém, não é tão fácil pratica-la como enchemos a boca para dizer. Muito pelo contrário. Utilizamos a verdade geralmente para uma manifestação ruim. E é nesse ponto que erramos, dificilmente ocorre uma sinceridade positiva:
"Tenho medo de gostar de você". Geralmente as sinceridades são negativas como "meu jeito é esse não crie expectativas" ou " sou assim e não me apego, sinto muito mas sou sincero".
Isso acontece muito nos relacionamentos a dois.
Conforme amanhecemos, assim será o decorrer da sinceridade aplicada no dia, porque ela surge mediante a seu estado de espirito.
Pensa comigo, quantas vezes já disseram a você, ou você ja ouviu alguém dizer:
"Estou gostando tanto de estar com você, que chego a sorrir quando me lembro de você sorrindo" ou "Estou gostando tanto de você que chega a dar frio na barriga, acompanhado de um medo tremendo quando penso em nós" ou mais e mais além "Voce alegrou meu dia a ponto de um dia chuvoso chegar a ser pra mim o mais brilhante do todos os dias de sol"
Alguns podem estar pensando nesse exato momento ...Isso é frase típica de mulher.
Mas venho expressar por mim, claro não generalizo, não são todas as mulheres agem desta forma.
Hoje vejo que ser sincero para algumas pessoas, é usar uma máscara, onde ela não quer se ver de verdade, onde ela não sabe o que mostrar para o outro, logo, fica impossível mostrar o que ela quer.
Isso tudo é muito complexo, mas dizer "Sou sincero" hoje em dia para mim seria dizer:
"Não me conheço e não sei o que mostrar a você.!"
Eu Camila não me conheço a ponto de ser uma pessoa absoluta, e é nessa busca de reinventar ideias que vou me inventando de uma forma verdadeira.
Lindíssimo texto. Feminino e delicado, parabéns! :-)
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